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Manifesto europeu para salvaguardar o futuro
Indústria papeleira pede alteração de políticas a Bruxelas |
A CEPI – Confederation of European Paper Industries redigiu um manifesto dirigido à Comissão Europeia no sentido de serem alteradas algumas das prioridades relativas a apoios, custos e legislação que condicionam a indústria da pasta e papel e que podem comprometer o seu futuro.

Segundo esta organização, as condições do mercado e a importância da indústria de pasta e papel exigem um diálogo com a Comissão no sentido de serem tomadas medidas que aproximem e enquadrem melhor a indústria nas actuais exigências sociais, no novo ambiente de negócios e nas novas prioridades da economia. Neste sentido, a CEPI pretende que a Comissão Europeia:

  • melhore o equilíbrio entre os defensores dos interesses ambientais, da competitividade e do emprego na definição das suas políticas;

  • reveja o Sistema de Comércio de Emissões, de maneira que a indústria não seja prejudicada por políticas públicas;

  • facilite o acesso a matérias-primas, garantindo uma concorrência justa;

  • crie condições para que a indústria europeia possa concorrer com agentes que têm menores custos energéticos;

  • flexibilize as regras da concorrência;

  • combata o proteccionismo em países concorrentes;

  • apoie programas de investigação e desenvolvimento de novas tecnologias de forma a incentivar a inovação.


Indústria nacional – um bem a preservar e desenvolver
Especificamente em Portugal, e para além destes pontos, o maior problema que a indústria enfrenta é, segundo Armando Goes, Director Geral da Celpa - Associação da Indústria Papeleira, ‘as diferentes velocidades entre os grandes investimentos que estão a ser feitos pela indústria nos últimos 4 anos, que ascendem a 2 mil milhões de euros, e o reduzido investimento na recuperação da capacidade produtiva da floresta portuguesa, e sua certificação, cuja morosidade com que o Governo conduz os processos relativos ao 3º Quadro Comunitário de Apoio vem acentuando tal discrepância”.

De salientar que a indústria de pasta e papel é um sector estruturante para a economia nacional representando mais de 3% das exportações de bens e gerando milhares de postos de trabalho. É responsável pelo desenvolvimento e valorização da floresta nacional caracterizando-se por ser um sector com práticas de referência a nível mundial no domínio da preservação ambiental.

Importante demais para não se agir
Segundo a CEPI, a indústria de pasta e papel é importante demais para que não sejam tomadas, pela Comissão Europeia, medidas no sentido de salvaguardar o seu futuro saudável.
Para além da criação de riqueza e das centenas de milhar de postos de trabalho que assegura directa e indirectamente – sobretudo em áreas rurais – a indústria de pasta e papel assume-se como um exemplo para outras indústrias quanto a situações tão emergentes como a mitigação dos efeitos das alterações climáticas, a gestão sustentável dos recursos florestais ou o recurso a fontes renováveis de energia.

  Manifesto para a Competitividade e para o Emprego