Governo investe na biodiversidade e conservação da floresta

25 Outubro, 2014

O Secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento aponta como possível a abertura do PDR 2014-2020 para o quarto trimestre deste ano, com 540 milhões de euros afectados a medidas florestais.

 

Em entrevista ao jornal Água e Ambiente, o secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento apontou para o quarto trimestre de 2014 a abertura de candidaturas ao Programa de Desenvolvimento Rural (PDR) com objectivos bem delineados: apoiar toda a floresta, mas sobretudo, aquela que é menos interessante para o mercado.

 

“A previsão desejável seria que durante o segundo semestre, ou, com mais precisão, no quarto trimestre do ano, fosse ainda possível haver a abertura do PDR”, afirmou o responsável do Governo, que discriminou quais as verbas destinadas às medidas florestais: “No âmbito do PDR há duas medidas que são especificamente florestais: a medida 4, que diz respeito à valorização dos recursos florestais, e a medida 8, que tem a ver com a protecção e reabilitação dos povoamentos florestais. Estas medidas são especificamente florestais e a elas estão afectados 540 milhões de euros, o que é bastante mais do que aquilo que, no PRODER, no início, estava afectado ao mesmo tipo de medidas.”

 

Questionado sobre se o valor de 540 milhões já seria, de alguma forma, definitivo, ou ainda estaria em negociação, o secretário de Estado salvaguardou: “Está sempre. O PDR só existirá quando for aprovado por Bruxelas. Este valor corresponde à nossa proposta, que foi feita a Bruxelas, de afectação de um envelope financeiro e da sua distribuição pelas diversas medidas. Até ao momento, nesta matéria florestal não temos nenhuma indicação de que existam problemas que nos levem a uma alteração profunda daquilo que está proposto.”

 

Quanto aos objectivos do PDR, Francisco Gomes da Silva aponta, sobretudo, para a biodiversidade da floresta nacional, não descurando, todavia, o seu valor económico:

 

“[Pretendemos] uma maior diversidade ao nível florestal, com impactos evidentes sobre a conservação dos recursos naturais, entre os quais a biodiversidade. Temos outras medidas muito ligadas à resiliência do valor ambiental das florestas, assim como temos depois uma medida de melhoria do valor económico das florestas”, sublinhando: “Quando falamos em floresta em que o mercado, hoje em dia, responde menos, o Estado entra com medidas de política que fomentem essa diversidade.”

 

Quanto às áreas com maior majoração de investimento, o Secretário de Estado citou “as áreas sanitárias e de recuperação e prevenção de incêndios. Vamos financiar a 100 por cento tudo o que seja intervenções na floresta com o objectivo de a tornar mais resiliente aos incêndios e medidas de prevenção de praga e doenças.”

 

De referir que as acções de valorização económica da floresta serão apoiadas até 40% para os projectos que contemplem espécies de rotação curta, inferior a 20 anos e até 50% para as restantes espécies, de rotação mais longa.