FAQ’s

Qual a origem do termo Papel?

O termo papel vem do latim papyrus, que por sua vez tem sua origem na língua grega.

A humanidade foi utilizando, durante a sua história, vários materiais como suporte de escrita. Inicialmente utilizaram a pedra, a madeira, os metais ou argila. Depois foram encontrados materiais mais apropriados como o papiro, pergaminho e, finalmente, o papel.

O papyrus era obtido pelos egípcios através do caule do papiro, uma planta aquática que cresce nas margens do rio Nilo. Cortavam o caule em tiras largas e finas, com as quais se obteria uma folha que se prensava e batia com um maço de forma a obter uma grossura uniforme.

O papiro deixou de ser utilizado após a invasão árabe, que dificultou as trocas comerciais entre o Oriente e o Ocidente e devido à eficácia do pergaminho. Feito com pele de animal, sem pelo, moída em cal e acetinada, o pergaminho foi muito utilizado na Idade Média. O termo pergaminho tem origem na antiga cidade de Pérgamo, na Ásia Menor, onde eram feitos pergaminhos muito apreciados.

Quem inventou o papel?

A existência de materiais similares àquilo que entendemos por papel é conhecida desde o ano 98 a.C. No entanto, o chinês Tsai Lun é considerado o inventor do papel, fidalgo da corte que ofereceu uma folha de papel branca ao imperador, no ano 105 d.C.

Tsai Lun fabricava o papel desintegrando fibras vegetais e trapos com um maço de madeira. Para criar uma folha de papel, utilizava uma forma composta por bambu unido por um fio de seda. Como aditivo utilizava extracto de agar, uma alga marinha. Possivelmente, as fibras vegetais utilizadas por Tsai Lun tinham origem na amoreira.

De que é feito o papel?

A matéria-prima fundamental para a produção do papel é a fibra da celulose, que se obtém da madeira de plantações de espécies de crescimento rápido (pinheiro e eucalipto, principalmente).

Esta fibra, quando utilizada pela primeira vez, tem o nome de fibra virgem e, quando recuperada através da reciclagem para ser utilizada outra vez como matéria-prima para a produção de papel, denomina-se fibra recuperada ou reciclada. Na realidade, trata-se da mesma fibra em momentos diferentes do seu ciclo de vida.

Quais as vantagens ambientais do papel?

O papel é um produto natural, uma vez que a fibra de celulose com a qual se fabrica o papel vem da madeira, matéria-prima natural e renovável. O papel tem também outra grande vantagem ambiental, é 100% reciclável e biodegradável.

O papel é ainda um armazém de CO2. As plantações onde se cultivam os pinheiros e eucaliptos para fabricar o papel são grandes sumidouros de carbono. Esse CO2 permanece nos produtos papeleiros. Deste modo a indústria papeleira contribui para a mitigação das alterações climáticas.

Quais as vantagens das embalagens de papel e cartão?

Em primeiro lugar, é um produto natural e facilmente reciclável. As embalagens de papel e cartão são a resposta natural às necessidades de comércio e distribuição de todo o tipo de mercadorias.

As embalagens de papel são mais versáteis. Caixas e de cartão, sacos e bolsas de papel, caixas de cartão canelado, paletes de cartão, bandejas e expositores… protegem o produto e facilitam o seu transporte e armazenagem.

Graças à qualidade de impressão que oferecem, as embalagens de papel e cartão são um excelente suporte de imagem de marca. Individualizam e agrupam as unidades de venda e são o veículo ideal para oferecer ao consumidor, a informação sobre as características do produto.

É uma embalagem forte que pode ser utilizada para proteger desde porcelana mais delicada até grandes electrodomésticos. É leve e dobrável, o que permite grandes poupanças no transporte.

Qual a origem da madeira, de onde se obtém a celulose para a produção de papel?

A madeira, com a qual se produz a celulose para o fabrico de papel vem de árvores de crescimento rápido que se plantam e cultivam para este fim. Longe de contribuir para a diminuição da superfície florestal, a indústria papeleira contribui bastante para o seu aumento através destas plantações, que estão permanentemente em regeneração e replantação.

A indústria papeleira é sustentável?

A indústria papeleira é um dos sectores melhor posicionados no cumprimento dos critérios do desenvolvimento sustentável: matéria-prima renovável, produtos recicláveis e processos de produção sofisticados em contínua evolução, procurando as tecnologias com maior preocupação pelo meio ambiente.

A indústria papeleira apresenta ainda um grande potencial nas estratégias para a mitigação das alterações climáticas; matéria-prima – a madeira – que fixa o carbono; produtos que armazém o CO2; grande percurso na optimização da eficiência energética (co-geração; biocombustíveis) …, e altas taxas de reciclagem, que permitem a diminuição de emissões de carbono.

Alguns dados do sector relativos ao meio ambiente expõem de forma muito clara o extenso trabalho da indústria nos últimos anos para avançar no caminho do desenvolvimento sustentável (consultar BE).

O que significa "sumidouro de carbono" aplicado à floresta, à madeira e ao papel?

As árvores utilizam luz solar, água e CO2 que absorvem da atmosfera para a sua alimentação e crescimento.

As plantações de espécies de rápido crescimento (eucalipto, pinheiro, etc…) devido a esta peculiar característica, são grandes sumidouros de CO2 e ajudam a travar as alterações climáticas. Estudos recentes demonstram que uma vez que a floresta alcança a sua maturidade, deixa de fixar o carbono. Assim, as plantações produtivas são uma oportunidade ambiental.

O fabrico de papel contribui para a desflorestação?

A madeira com a qual se produz a celulose para a produção de papel tem origem em árvores de crescimento rápido que são plantadas e cultivadas para esse fim. Assim, a indústria da celulose e do papel contribui para o aumento da superfície florestal através destas plantações cuja regeneração e replantação é contínua.

As plantações de espécies de crescimento rápido encontram-se em terrenos baldios devido ao abandono das práticas agrícola e pecuária.

O que é a certificação florestal?

Os cidadãos, cada vez mais preocupados com o meio ambiente e o uso sustentável de recursos naturais, exigem uma origem ambientalmente responsável dos produtos madeireiros, fundamentada por uma certificação.

A certificação florestal é um processo voluntário através do qual uma terceira parte independente garante a gestão sustentável duma área florestal e, consequentemente, da madeira para a indústria (cadeia de custódia).

A certificação promove a gestão florestal sustentável como garantia de futuro para a nossa floresta. Contribui ainda para o desenvolvimento rural e a fixação da população em áreas desfavorecidas. Revaloriza o valor da madeira e produtos derivados, oferecendo ao consumidor a possibilidade de adquirir produtos amigos do ambiente, com garantia.

É melhor comprar papel reciclado em vez do papel fabricado com fibra virgem?

Normalmente, esta pergunta refere-se a papel de escritório: para fotocópias, escrita e impressão cujo formato mais comum (A4) identifica-se exclusivamente com papel.

No entanto, muitas vezes, o que não se sabe é que há vários tipos de papel de uso quotidiano que se fabricam basicamente com papel recuperado, tais como papel de impressão e papéis para embalagem.

Respondendo à pergunta, é preciso indicar com carácter geral, em toda a Europa, a grande maioria de papéis denominados de impressão e escrita, são produzidos à base de celulose virgem uma vez que que assim se conseguem as características necessárias relativamente a brancura, impressão, comportamento em máquina, etc. Não está previsto que a sua produção tenha um impacto ambiental maior, já que em todos os casos, as fábricas estão submetidas a controlos e requisitos muito exigentes para executar a sua actividade, de forma a garantir o respeito pelo meio ambiente.

O importante, do ponto de vista ambiental, é que o papel, uma vez utilizado, seja separado para poder ser utilizado.

Reciclar, como e para quê?

O papel é material 100% reciclável. O papel utilizado é uma matéria-prima que se pode voltar a utilizar para a produção de papel novo.

A recolha do papel utilizado realiza-se através de canais: o canal municipal - a recolha é da competência dos municípios através da qual se recolhe o papel de casas privadas, do comércio, hotelaria e escritórios - e o canal industrial – a recolha, realizada através de um circuito logístico e económico organizado pelo sector privado, irá incidir em supermercados, grandes superfícies e indústrias.

É fundamental que o papel e o cartão sejam recolhidos separadamente de outros materiais para evitar a contaminação.
Para este efeito existe o ecoponto azul (destinado à recolha de papel das casas privadas) para que haja a garantia por parte da indústria de que todo o papel e cartão aqui depositado, será reciclado.

O papel e cartão usado que o cidadão deposita no ecoponto azul é recolhido por um camião grua que o leva para um armazém recuperador de papel e cartão. O recuperador classifica-o por tipos, acondiciona-o e armazena-o. O fabricante de papel compra os fardos de papel ao recuperador. Assim, o resíduo dos ecopontos é convertido em matéria-prima para a indústria papeleira que s utiliza para o fabrico de jornais, caixas, livros, etc.

Como se pode recuperar papel usado em locais de trabalho para a reciclagem?

Para que o papel seja reciclado tem que ser recolhido separadamente de outros resíduos. Com este fim, o habitual é colocar recipientes de cartão em lugares onde utiliza e gasta mais papel, por exemplo, junto às fotocopiadoras. Se é uma empresa grande, para facilitar a recolha, é costume esvaziar estes recipientes em sacos grandes e depositá-los em contentores nos locais de acesso ou de descarga do edifício como por exemplo, os parques de estacionamento.

Para a recolha em si, é necessário contratar os serviços de um retomador de papel e cartão. O preço que o retomador cobrará dependerá da quantidade que se produza e da facilidade de acesso para a recolha. O custo será menor quanto maior a quantidade de papel e quanto mais fácil a recolha. Pode-se contactar um retomador através da Associação Nacional de Recuperação e Reciclagem de Papel e Cartão (RECIPAC).

Há algum limite para o crescimento da reciclagem?

É sempre necessário inserir uma determinada quantidade de fibra virgem no ciclo papeleiro.

Calcula-se que cerca de 19% do papel que utilizamos não é passível de ser recuperado pela reciclagem devido a diversas causas. Umas vezes porque simplesmente o guardamos, como é caso de livros, documentos ou fotos que temos em casa ou que estão guardados em arquivos ou bibliotecas. Outras vezes porque, devido ao seu uso, se vai deteriorando e destruindo como ocorre com o papel higiénico.